A jornada de fé que começou aos 60 anos
Nunca é tarde para encontrar Deus — e este é o testemunho que prova.

Maria Helena tinha 60 anos, viúva havia sete, e morava sozinha em um apartamento no Rio quando entrou pela primeira vez em uma igreja. Foi levada por uma vizinha, mais por educação do que por convicção. "Eu ia pra agradar a Dona Cida. Não pra encontrar Deus", ela conta hoje, aos 68.
O primeiro culto ela passou olhando o relógio. O segundo, chorou sem saber por quê. No terceiro, decidiu voltar sem convite. E, no quarto, disse a frase que ela nunca imaginou dizer na vida: "Eu quero conhecer esse Deus."
O que aconteceu ali dentro? "Eu tinha passado a vida inteira me achando forte", ela explica. "Casei, criei três filhos, aguentei a morte do meu marido, aguentei a solidão. Achei que a vida era isso: aguentar. Naquela igreja, pela primeira vez em sessenta anos, alguém me olhou e disse que eu não precisava aguentar sozinha. Que existia Alguém."
Aos 61, Maria Helena foi batizada. Aos 62, começou a frequentar um grupo de estudo bíblico com outras mulheres — a maioria com menos da metade da idade dela. Aos 63, se ofereceu para o ministério de visitação aos idosos. Aos 65, foi convidada para liderar o grupo de acolhimento aos recém-chegados na igreja. Aos 67, começou um curso de teologia à distância.
"Meus filhos ainda estranham. A minha nora disse uma vez: 'Dona Maria, cadê a mãe brava que a gente conheceu?' Eu respondi: 'Morreu. Deus me deu outra.'"
Nunca é tarde. Nicodemos veio a Jesus à noite, adulto, professor, e ouviu que precisava nascer de novo (João 3). O ladrão da cruz encontrou o paraíso a minutos da morte (Lucas 23.43). A idade não é obstáculo para o Céu — nunca foi. Se você tem 60, 70, 80 anos e acha que "passou o tempo", saiba: Deus não trabalha com prazo de validade. Ele trabalha com corações abertos, na idade em que eles se abrem.
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