Ela orou por 27 anos — e Deus respondeu
Um testemunho sobre persistência que vai reacender sua fé.

Dona Zilda começou a orar pelo filho Marcelo em 1997. Ele tinha 19 anos, tinha acabado de sair de casa em briga com o pai, e desapareceu do convívio da família por dois anos. Quando reapareceu, veio para dizer que não acreditava mais em Deus, achava a fé da mãe "coisa de gente ignorante" e não queria mais ser convidado para nada da igreja.
Dona Zilda tinha 47 anos. Colocou o nome do filho num pedaço de papel dentro da Bíblia dela, e passou a orar toda madrugada, das quatro às cinco da manhã, sem exceção. Chuva, sono, doença — quatro da manhã, joelho no chão.
Passaram-se cinco anos. Marcelo se casou, teve filho, e sequer avisou a mãe. Dez anos. Quinze. Dona Zilda tinha 62 e continuava. Vinte anos. Marcelo se divorciou, perdeu contato com a filha, entrou em depressão. Dona Zilda tinha 67. Continuou. Vinte e cinco. A mãe passou a orar sentada porque o joelho não aguentava mais.
Em outubro de 2024, com 74 anos, Dona Zilda recebeu uma ligação numa terça-feira à noite. Era Marcelo, 46 anos. Ele tinha entrado em uma igreja pela primeira vez em vinte e sete anos, sem entender por que estava lá. Chorou o culto inteiro. Depois da benção, o pastor pediu que quem quisesse entregar a vida ao Senhor viesse à frente. Marcelo foi.
Ele ligou para a mãe da porta da igreja. A primeira frase foi: "Mãe, a senhora ainda ora por mim?"
Dona Zilda respondeu: "Todo dia, meu filho. Faz vinte e sete anos."
Marcelo caiu no choro. E disse: "Foi hoje."
Ela guarda o pedaço de papel até hoje, com o nome dele quase apagado pelo tempo. Diz que vai colocar dentro do caixão dela quando a hora chegar. "Pra Deus lembrar que valeu a pena eu ter orado tanto."
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